quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A MISSÃO DE JESUS

A Missão de Jesus A missão do Cristo não iniciou na manjedoura e não terminou no Calvário; Jesus esteve trabalhando pela humanidade terrena desde a formação do nosso planeta. Ele foi, é e sempre será o Grande Administrador, o Governador Espiritual da Terra. Ele encarnou para mostrar aos seres humanos que todos são irmãos, filhos do mesmo Pai e tendo a mesma destinação. Que a lei de Deus é o Amor. Veio apresentar Deus, aos apóstolos e ao povo, como Pai de todos os homens. Um Pai que ama todos seus filhos com igualdade, fraternidade, justiça e misericórdia. Um Pai que nunca pune os filhos: corrige-os, perdoando sempre. Um Pai que não deve ser temido, mas amado. Jesus, embora não tenha deixado nada escrito, não tenha criado nenhuma religião, não tenha ostentado nenhum título terreno, a não ser o de Mestre, não tenha fundado escolas e nem templos, tem sua mensagem viva entre nós, porque ele fez dos locais por onde passou seus templos. Fez do seu modo de viver a forma de transmitir suas lições. Sua vivência foi tão expressiva que a história da humanidade está dividida entre antes e depois dele. Jesus ensinou ao mundo que o Reino de Deus está dentro de nós. E que cada um pode realizá-lo pelo perdão e pelo amor ao próximo; mostrou que para conseguir a elevação e a felicidade é preciso a vivência e a prática de virtudes como a humildade, a bondade, a caridade, o amor. E no Amor resumiu toda sua religião e toda sua filosofia. Como ele sabia que o ser humano ainda não estava preparado para entender todas suas lições e que muitos dos seus ensinos seriam mal interpretados, comprometeu-se a enviar outro Consolador que permaneceria entre nós. Quando as manifestações espíritas ecoaram em todas as partes do planeta, trazendo notícias de que a vida continua, que a morte não existe, Jesus, cumprindo sua promessa, estava na direção da equipe de espíritos superiores encarregados de divulgar uma nova Doutrina filosófica, científica e religiosa, capaz de servir de instrumento para a transformação moral da humanidade. A Doutrina Espírita, fundamentada nos ensinamentos morais do Cristo, assume esse papel de consolar e orientar-nos quanto a nossa vida e destinação. Não obstante tudo isso, ele continua a enviar mensageiros do bem que encarnam neste planeta para fazer revigorar sua mensagem de fraternidade, caridade e amor. Que cada um faça despertar a semente de amor que jaz latente dentro de si, para que o reino de amor, enfim, se instale na Terra, fazendo com que cada habitante desse planeta viva, na plenitude, o exemplo de Jesus.

A DOUTRINA ESPÍRITA É CRISTA?

A Doutrina Espírita é Cristã? Sim. Cristãs são todas as religiões embasadas nos ensinamentos morais de Jesus Cristo: amor, caridade, paz, perdão. O aspecto religioso do Espiritismo fica claro em O Evangelho Segundo o Espiritismo, mas também em O Céu e o Inferno, que trata das penas futuras, do bem e do mal, e em O Livro dos Espíritos, especialmente na parte da Lei de Adoração. Da mesma forma que o Cristo disse: "Eu não vim destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento", o Espiritismo diz igualmente: "Eu não vim destruir a lei cristã, mas cumpri-la". Ele (Espiritismo) não ensina nada de contrário ao que o Cristo ensinou, mas desenvolve, completa e explica, em termos claros para todos, o que não foi dito senão de forma alegórica; (O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 1, item 7, Editora IDE) Jesus é para o homem o modelo da perfeição moral que a Humanidade pode pretender sobre a Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão da sua lei, porque ele estava animado de espírito divino e foi o ser mais puro que apareceu sobre a Terra. (O Livro dos Espíritos, Questão 625, Nota, Editora IDE)

Quem é Jesus

Quem é Jesus? Antes de tudo é necessário esclarecer: Deus é o Pai, é o Criador; a causa primária de todas as coisas. Jesus é um dos seus filhos, um entre os espíritos superiores do universo que cuidam dos mundos. Não foi Deus que veio à Terra, submeter-se a uma experiência humana, mas Jesus, um dos importantes auxiliares divinos. Kardec afirma que “tudo acusa (...) nas palavras de Jesus, seja quando vivo, seja depois de sua morte, uma dualidade de pessoas perfeitamente distintas, assim como o profundo sentimento de sua inferioridade e de sua subordinação com relação ao Ser supremo”1. Objetivando deixar bem claro que Jesus sempre se referia a Deus como Pai, Kardec, na mesma obra e em estudo sobre a natureza do Cristo, analisa uma coletânea de narrativas evangélicas, que parcialmente citamos: a) Na pergunta que ele faz aos seus discípulos a respeito da sua origem: “E vós quem dizeis que eu sou? - Tomando a palavra, Simão Pedro, falou: Tu és o Cristo, filho de Deus vivo” (Mt 16, 15-16); b) Preparando a sua partida deste plano: “Estou ainda convosco por um pouco de tempo, e em seguida vou para Aquele que me enviou” (Jo 8, 33); “Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, credes em mim também” (Jo 14, 1); “Ouviste o que vos disse: eu me vou, e volto a vós. Se me amais, vos alegreis de que vou para meu Pai, porque meu Pai é maior do que eu” (Jo 14, 28); c) No momento da crucificação: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34); d) Instantes antes da morte física: “Exclamado com voz alta disse Jesus: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23, 46); e) Na aparição a Maria Madalena: “Não me retenhas, porque ainda não subi para o meu Pai; mas ide procurar os meus irmãos e lhes dizei, de minha parte: eu subi para o meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus” (Jo 20, 17). Em O Livro dos Espíritos,2 quando questionados sobre “Qual é o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de Guia e modelo?”, os espíritos encarregados da Codificação da Doutrina Espírita assim se pronunciaram: “Jesus”. Kardec acrescenta que “Para o homem, Jesus constitui o tipo de perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra”. Ou como disse Jesus: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). Ao perceber Jesus como filho de Deus e não o próprio Deus, não estaremos diminuindo a sua grandeza. A vida é um caminhar em direção a Deus, quanto mais evoluímos mais nos aproximamos Dele. Jesus, tendo conquistado todos os degraus na escalada da evolução, em outros mundos e antes da formação do nosso planeta, atingiu a condição de espírito puro e, embora não sendo o Criador, está muito próximo dele. Jesus não é, como muitos imaginam, criador de determinada religião. Ele é a luz do mundo, assim como o Sol não ilumina só um hemisfério, mas distribui à Terra toda seus benefícios, do mesmo modo o Pastor divino apascenta com igual carinho todas as ovelhas do seu rebanho, sem jamais constranger alguém a crer deste ou daquele modo. Procura, sim, despertar o que há de bom em cada criatura e mostra o roteiro: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga os meus passos” (Lc 9, 23-25). 1KARDEC, Allan. Obras Póstumas. 6.ed. Araras, SP: IDE, 1997. p. 133. 2____. O Livro dos Espíritos. 83. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. Questão 625. --------------------------------------------------------------------------------

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

BOM DIA AOS ENFERMOS

BOM DIA AOS ENFERMOS Obrigado Pai maior,por mais um dia que amanhece... Obrigando,senhor pelo sol... Pelo céu azul e pelos raios solares que aquece nossa vida. Que neste dia nossos irmãos hospitalizados... Nossos irmãos que jazem nos leitos de dor... Nossos irmãos que lá se encontram muitas das vezes na agonia, nas dores físicas do corpo, no padecimento da enfermidade, Aguniados pela doença que lhe bateram a porta, Na incerteza do amanhã, Em fim, acamados,abandonados pelos homens(não por Deus,pois,nosso Pai amado jamais abandona nenhum de seus filhinhos),aqueles que nenhuma visita recebem,aqueles que sofrem a incerteza da cura e áqueles que choram por essa prova da vida;Pai de infinita bondade que os espíritos bondosos possam iluminar seus corações dando coragem e paciência e que suas dores possam ser aliviadas pelos bons conselhos do socorro do alto.Dai,meu senhor, a esperança a todos e que a tua paz esteja presente no coração de cada um e que a certeza de que essa prova vai um dia ao fim chegar possa emanar de seus corações.Envie também,senhor, os bons homens de boa vontade para que possam dar um pouquinho de atenção,carinho,amor,abraços e uma mão amiga e consoladora confirmando que nosso pai amado nunca abandona ninguém e que sempre envia bons anjos para socorre-los nos momentos da dificuldade. Obrigado senhor,por poder auxiliar na tua seara.Por ter a oportunidade de amar meus irmãos enfermos.Que essa bonita chance de servir se estenta para todos os homens da Terra. Pelo espírito de Chua-irmã dos enfermos

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A MENSAGEM ESPÍRITA

A MENSAGEM ESPÍRITA A mensagem espírita(panfleto/folhetim) é um meio de divulgação da Doutrina Espírita que leva amparo e socorro para aqueles irmãos sedentos de paz,amor e consolo.As mensagens são confeccionadas e distribuidas em hospitais,asilos,lares,feiras e em todo o lugar onde podemos levar a boa nova do cristo.As mensagens são feitas a partir de mensagem de livros psicografados por médiuns como nosso saudoso "chico Xavier" entre outros médiuns que trabalham na seara do senhor.Muitos abortos,suicidios e homicidios foram evitados logo após a leitura de mensagens por irmãos que se encontravam em sofrimento e padecimento. Quem já nao leu mensagens consoladoras de espíritos amigos como Bezerra de Menezes,Emmanuel,Meimei entre outros benfeitores espirituais. A mensagem espírita deve ser distribuida em todas as atividades espírita.Nas visitas fraternas,antes da distribuição da Sopa,antes da assistência social promovidas pelos grupos espíritas. Nos hospitais quantos irmãos estão sedentos de uma palavra amiga e de conforto.A mensagem funciona como meio de leitura e refleção para esses irmãos.A Boa nova deve ser levada a toda gente.E não esqueça que a maior caridade feita pela Doutrina Espírita é a sua divulgação.

Paciência

Você precisa de paciência? Carlos Alexandre Fett A vida moderna é repleta de situações que nos perturbam, ou, usando um termo atual, estressam-nos. É a profissão, onde temos que buscar ser produtivos constantemente, sob pena de perdermos o cargo que ocupamos. É o trânsito, que parece nos modificar, onde se demonstra claramente que é cada um por si. Às vezes são os familiares, que não nos compreendem ou nos cobram atitudes que não conseguimos tomar. O que fazermos? Simplesmente agimos de forma instintiva, devolvendo aos que nos rodeiam as angústias que passamos? Não, não é isso que recomenda Jesus. O Mestre nos ensinou que devemos viver na vida sendo "prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas " (Evangelho de Mateus, cap. X, vers. 16). Isso quer dizer que precisamos ser prudentes em nossas atitudes. Ou seja, se estivermos cansados, oprimidos, desgostosos, seria sábio que buscássemos algo que nos aliviasse. E esse algo podemos encontrar na religião. É nela que conseguimos compreender melhor as situações que nos cercam. É na casa religiosa que temos a oportunidade de nos desligarmos da vida corrida que levamos, e passamos a meditar no que nos é mais importante: nosso progresso moral e espiritual. E será com a religião que aprenderemos a ser simples como as pombas, conforme orientou Jesus. Pois entenderemos que de nada adianta retribuirmos o mal com o mal, porque isso apenas gerará mais discórdia. E como conseguirmos a paz que procuramos se nós mesmos estamos gerando confusão? Pensemos nisso em cada momento estressante da vida. Imaginemos como uma religião poderia modificar nossa existência. Busque uma casa religiosa, seja um centro espírita, uma igreja católica, protestante, evangélica. O importante é que seja um local cristão, pois é lá que com certeza encontraremos o caminho, a verdade e a vida prometidos pelo Senhor Jesus.

O que não é Espiritismo

Existe uma confusão muito grande a respeito do que é ou não é Doutrina Espírita ou Espiritismo. Isto porque há pessoas que não sabem que as palavras "espírita" e "espiritismo" foram criadas em 1857, na França, pelo codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec. Somente deveriam utilizarem-se destes termos os locais religiosos ou pessoas que seguissem os postulados desta doutrina. Assim, cultos e religiões que de alguma forma têm em suas práticas a comunicação de Espíritos e a crença na reencarnação são confundidas erroneamente com o Espiritismo. Na verdade, embora mereçam todo o respeito dos espíritas verdadeiros, estas seitas são adeptas do espiritualismo ou esoterismo, e não do Espiritismo. Todos aqueles que acreditam na existência do Espírito são espiritualistas. Mas nem todos os espiritualistas são espíritas, praticantes do Espiritismo. Para que uma casa religiosa seja espírita, ela deve seguir os ensinamentos contidos nas Obras Básicas da Doutrina Espírita e no Evangelho de Jesus. Geralmente, os locais espíritas recebem o nome de: Centro, Grupo, Casa, Sociedade, Instituição ou Núcleo Espírita. Deve ser legalmente constituído, de acordo com as leis vigentes no país em que está instalado. Mesmo ostentando este nome, quem os visita necessita estar atento para quais as atividades e as formas como as mesmas são praticadas por seus dirigentes e auxiliares (veja o que um centro espírita faz). Visando ajudar àqueles que não conhecem o Espiritismo, mostraremos abaixo o que se encontra e o que não deve ser encontrado em uma casa espírita verdadeira. Palestras: todo centro espírita tem o seu momento de esclarecimento doutrinário. As exposições geralmente são sobre a Codificação espírita e o Evangelho de Jesus, em uma ligação direta com nosso cotidiano. Não há nenhum ritual antes dos trabalhos, a não ser uma prece evocando a proteção de Jesus e dos bons Espíritos (geralmente, a oração é feita em pensamento). Em algumas oportunidades, antes ou no final das palestras, alguns grupos fazem a apresentação de corais musicais, quase sempre formados por grupos de jovens. Porém, este tipo de procedimento não é aconselhável, sendo indicado que seja praticado em datas e horários diferentes dos trabalhos espirituais e de esclarecimento ao público, exatamente para se evitar confusões e mal-entendidos. Explanações e orações ao som de músicas, batuques, atabaques: o Espiritismo não utiliza instrumentos musicais para exortar o público ou evocar Espíritos. Não há o uso de qualquer instrumento durante os trabalhos. Trajes normais: os trabalhadores de uma casa espírita trajam-se normalmente, de forma simples. A discrição deve fazer parte dos que trabalham no local, pois ali estão para auxiliar as pessoas que buscam orientação para seus problemas materiais e espirituais. Trajes especiais: o Espiritismo não tem roupas especiais para os dias de trabalhos ou mesmo no dia-a-dia das seus adeptos. Enfeites, amuletos, colares, vestimentas com cores que significariam o bem (branca) ou o mal (negra, vermelha) não têm fundamento para o espírita. Inexistência de rituais, amuletos e imagens: o verdadeiro centro espírita não pratica em suas atividades nenhum tipo de ritual. A Doutrina Espírita segue o que o Mestre Jesus ensinou: que Deus é Espírito, e deve ser adorado em espírito e verdade. Portanto, sem a necessidade de nada material para contatarmos com a espiritualidade. Presença de rituais como: ajoelhar-se frente a algo ou alguém, beijar a mão ou louvar os responsáveis pela casa, benzer-se, sentar-se no chão ou ficar levantando e sentando durante os trabalhos, proferir determinadas palavras (mantras) para evocar os Espíritos. Nas sedes dos verdadeiros centros espíritas não são encontradas imagens de santos ou personalidades do movimento espírita, amuletos de sorte, figuras que afastam ou atraem maus Espíritos, incensos, velas e tudo o mais que seja material e que teoricamente serviria de ligação com o mundo espiritual. Animais para sacrifício: o local que possui este tipo de prática ou decoração não é espírita. O Espiritismo é contrário a qualquer tipo de sacrifício animal. Espíritos que pedem este tipo de atividade são Espíritos atrasados, ignorantes da Lei de Deus e muitas vezes maléficos, que podem prejudicar a vida de quem dá ouvidos aos seus baixos desejos. Comunicação particular com os Espíritos: os grupos espíritas têm reuniões específicas e íntimas para que os trabalhadores da casa, aptos e preparados durante longos estudos para tal, possam comunicar-se com os Espíritos. E através deles, obter informações do mundo espiritual, orientações e mesmo ajudar no afastamento de perturbações espirituais que porventura estejam prejudicando alguém. Todo este cuidado baseia-se na orientação dos próprios Espíritos superiores, responsáveis pela elaboração do Espiritismo, como também no alerta de João, o Evangelista, que em sua 1ª Epístola, capítulo IV, versículo 1, diz: "Amados, não creiais em todos os Espíritos, mas provai se os Espíritos são de Deus". Agindo assim, o centro espírita evita o máximo possível a influência de Espíritos zombeteiros e maldosos, que muitas vezes vêem neste contato com os encarnados a oportunidade de tecer comentários mentirosos e doutrinas esdrúxulas. A seriedade de reuniões fechadas os intimida, favorecendo a presença dos Espíritos esclarecidos. Há alguns tipos de trabalhos mediúnicos, principalmente de psicografia (escrita dos Espíritos através de médiuns), onde pessoas levam até lá o nome de entes desencarnados para tentarem a comunicação dos mesmos através da mediunidade, e ficam observando a manifestação. O médium Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier, da cidade mineira de Uberaba, é um destes exemplos. Porém, nestes casos, o Espírito não se comunica diretamente com seu parente. Apenas influencia o médium, que escreverá, de forma discreta e ordenada, a mensagem do além. Comunicação de Espíritos em público: a Doutrina Espírita é contrária a este tipo de manifestação, cercada geralmente de curiosidades e interesses materiais, ao invés do bom senso que deve permear toda comunicação espiritual. Há locais em que os médiuns recebem seus "guias" ou "Espíritos protetores", teoricamente responsáveis pelo funcionamento da casa, e orientam os consulentes sobre qualquer tipo de dúvida. Muitas vezes, as respostas dadas por este tipo de Espírito não têm base científica ou doutrinária alguma, seguindo apenas seu próprio conhecimento, que pode ser limitado. Em vários destes lugares em que há a manifestação pública, as entidades espirituais são servidas de fumo, bebida, comida, ingeridas pelo médium incorporado. Com isso, mostram a limitação destes Espíritos, ainda muito apegados aos vícios e prazeres materiais. Desenvolvimento cauteloso da mediunidade: a Doutrina Espírita explica que todo ser vivo tem mediunidade, pois é através dela que os encarnados recebem influências boas e más do mundo espiritual, que servirão de ajuda ou aprendizado no decorrer de suas existências terrenas. São chamados de médiuns aqueles capazes de proporcionar a manifestação dos espíritos. O Espiritismo adverte que para poder ampliar esta ligação com o mundo espiritual, é necessário que o médium passe por uma série de preparativos. Anos de estudo, maturidade, modificação moral constante, vida regrada, abstendo-se dos vícios mais grosseiros, como o fumo e a bebida, são algumas das regras básicas para que o indivíduo possa vir a desenvolver sua mediunidade, e estão contidas em "O Livro dos Médiuns" . Os centros espíritas verdadeiros não aconselham a pessoa a trabalhar mediunicamente sem antes passar por este período e preparação citados. Muito menos diz que alguém "precisa" desenvolver a mediunidade. Ninguém é obrigado a nada, afirma a Doutrina. Todos têm seu livre-arbítrio, e mesmo que o ser tenha um canal mediúnico amplo, próprio para o desenvolvimento da mediunidade, e não quiser desenvolvê-lo, não há problema. Tudo o que é forçado é prejudicial ao homem. Desenvolvimento mediúnico forçado: se ao chegar em um ambiente espiritualista lhe afirmarem que sua mediunidade "precisa" ser desenvolvida, caso contrário você sofrerá as consequências materiais e espirituais; sua vida será um transtorno; que os Espíritos estão lhe chamando para o trabalho; que esta é a sua missão; com certeza este não é um local que segue a Doutrina Espírita. Há seitas e religiões afro-brasileiras que obrigam a pessoa a desenvolver-se mediunicamente e depois as ameaçam com terríveis problemas futuros se elas deixarem de "trabalhar". Isto gera angústia, medo e desespero nos envolvidos, que geralmente acabam vítimas de graves obsessões (influência maléfica persistente de um Espírito atrasado sobre outro ser). Cuidado! Não há promessas de curas: o verdadeiro centro espírita não promete a cura para quem o procura. A Doutrina afirma que a cura de uma influência espiritual ou doença material depende de uma série de fatores, entre os quais a modificação moral do enfermo, sua necessidade, seus problemas relacionados com encarnações anteriores e acima de tudo, se há ou não a permissão de Deus para que haja a solução da dificuldade. Muitas vezes, o sofrimento é um período necessário para o ser refletir sobre sua existência, e o único que sabe quando é a hora disso terminar é o Criador.O que o centro espírita faz é um pronto-socorro aos necessitados de amparo e esclarecimento, é de todas as formas possíveis (orações, tratamentos espirituais, passes, orientações morais e materiais) tenta minimizar o sofrimento alheio, rogando a Jesus que se o Pai permitir, que interceda junto ao indivíduo. Promessas de cura: qualquer lugar que prometa a cura de problemas espirituais ou materiais, sem levar em consideração os fatores já citados, não é um local espírita. Condicionar uma cura à frequência exclusiva naquele ambiente, ao pagamento de dinheiro ou bens materiais, ou mesmo à "força da casa" não tem base no Espiritismo e foge do bom senso que regula as leis de Deus. Estas, não podem ser modificadas de acordo com nossa vontade. Por isso, prometer algo que não depende apenas de nós mesmos beira a irresponsabilidade e pode levar a pessoa desesperada ao desequilíbrio total ou à descrença em Deus. Passes simples: o passe é um método utilizado dentro dos centros espíritas. Nada mais é do que a simples imposição das mãos de médiuns sobre a fronte de outras pessoas, transmitindo-lhes fluidos magnéticos e espirituais (energias positivas do próprio médium e de bons Espíritos), no intuito de fortalecer-lhes o corpo e a parte espiritual. Tem duração em média de 30 segundos a 01 minuto. Geralmente, é aplicado dentro de salas específicas, após a palestra, individual ou coletivamente, com o público sentado e o passista de pé. Apenas são feitas orações, em pensamento, pelos médiuns, rogando o amparo de Jesus àqueles que estão recebendo os fluidos. Os passistas não ficam incorporados pelos Espíritos, apenas recebem sua influência mental e fluídica.Importante: nunca há necessidade do passista tocar a pessoa que recebe o passe. Toques, apertos, carícias têm grandes possibilidades de serem mal-interpretados, gerando confusões, e por isso são dispensados no centro espírita. Passes com movimentos: locais em que os passes são aplicados com movimentos bruscos, utilizando objetos, baforadas de cigarro ou charuto, estalando-se os dedos, repetindo mantras e cânticos, tocando várias partes do corpo do receptor não são centros espíritas. Passistas que transmitem os passes incorporados por entidades, fazendo orientações ou conversando normalemente, não são médiuns espíritas. Todo o serviço espiritual é gratuito: o verdadeiro centro espírita não cobra nenhuma orientação ou ajuda espiritual de seu público, nem condiciona o recebimento de curas ou salvação às doações. Dar de graça o que de graça receber, ensinou Jesus, em alusão aos conhecimentos espirituais. Não aceita dinheiro por serviços prestados mediunicamente. Seus dirigentes e trabalhadores têm profissões próprias, que lhes dão o sustento financeiro necessário para suas vidas. Quem sustenta materialmente a casa espírita são seus trabalhadores, através de doações mensais, destinadas ao pagamento de aluguéis, manutenção, divulgação doutrinária e aquisição de alimentos, roupas e demais objetos a serem distribuídos às famílias carentes ou instituições filantrópicas que sejam assistidas pelo grupo. Todo valor arrecadado será exposto em balanços mensais, para que tanto trabalhadores como frequentadores tenham acesso sobre onde é investido o dinheiro do centro espírita. Caso algum frequentador da casa queira doar algo ao núcleo, é preferível que a doação seja feita em gêneros alimentícios, roupas, materiais de construção e afins, que poderão ser destinados aos carentes ou mesmo utilizados na manutenção da casa. Se houver por algum motivo uma doação em dinheiro, o centro espírita deverá fornecer um recibo ao doador e inscrever esta doação no balanço mensal do grupo. Cobrança pela ajuda espiritual: todo local que cobra dinheiro, favores ou exige qualquer coisa ou favor material devido à ajuda espiritual prestada não é um centro espírita. A cobrança financeira é própria de pessoas que vivem da exploração da crença alheia, contrariando os ensinos de Jesus. Há seitas que pedem dinheiro aos seus assistidos afirmando que será usado para o feitio de trabalhos espirituais, como a compra de velas, comida, roupas e coisas do gênero. Isso não é Espiritismo. Espíritos que se prestam a fazer serviços espirituais em troca de coisas materiais são entidades atrasadas, que nada de bom podem trazer aos que os procuram. Não podemos comprar a paz de espírito e tranquilidade que buscamos, é isto que prega a Doutrina Espírita. Se não for esta a orientação do local, com certeza não é um ambiente espírita.